O Petí no MAM marca uma nova fase do restaurante comandado pelo chef Victor Dimitrow e por Bárbara Camargo. Instalado no Museu de Arte Moderna de São Paulo, no Parque Ibirapuera, o endereço reúne cozinha autoral, ingredientes brasileiros e uma experiência que aproxima gastronomia e arte.
Inaugurado em 12 de setembro de 2026, o novo Petí deixou para trás o pequeno e discreto espaço em Perdizes para assumir uma operação maior, integrada a um dos principais destinos culturais da capital paulista.
A mudança não representa apenas um endereço diferente. O restaurante ampliou sua proposta para receber visitantes durante diferentes momentos do dia, do café da manhã ao almoço e ao café da tarde.
Como é o novo Petí no MAM?
Conhecido pela criatividade de seus pratos, o Petí construiu sua reputação a partir de uma cozinha contemporânea que valoriza produtos brasileiros, sazonalidade e contrastes de sabores.
No endereço anterior, localizado nos fundos de uma loja de materiais artísticos, a experiência já tinha uma relação próxima com o universo das artes.
A transferência para o MAM aprofunda essa identidade.
O novo salão tem capacidade para aproximadamente 84 pessoas, ampliando significativamente a estrutura anterior. A operação também passa a receber o público do parque, visitantes do museu e consumidores que procuram um restaurante para almoçar ou simplesmente tomar um café.
O ambiente acompanha a proposta de transformar a gastronomia em parte da experiência cultural do Ibirapuera.
Quem está à frente do restaurante?
A cozinha continua sob o comando do chef Victor Dimitrow, acompanhado por Bárbara Camargo na condução do negócio.
Dimitrow desenvolveu uma assinatura gastronômica que combina técnicas contemporâneas com ingredientes ligados à biodiversidade e à cultura alimentar brasileira.
Suas receitas frequentemente exploram elementos que não aparecem juntos em preparações convencionais, criando novas relações entre textura, acidez, dulçor e intensidade.
Essa identidade permanece no MAM, embora o novo formato de operação exija um cardápio pensado para receber um público mais diversificado.
O que comer no Petí no MAM?
O cardápio valoriza ingredientes sazonais e preparações autorais.
Entre os exemplos divulgados pelo restaurante estão a broa de milho com mousse de foie e geleia de jabuticaba, o bolinho de arroz com verduras e queijo meia-cura e a sopa fria de açaí com beterraba e kefir.
Nos pratos principais, aparecem opções como filé Angus com crosta de tutano, peito de pato curado e preparações com pescados e ingredientes brasileiros.
As sobremesas também seguem uma linha criativa, como a ganache de melado de bracatinga com crumble de alho negro e a panacota de camomila acompanhada de jenipapo.
O cardápio pode mudar conforme a estação e a disponibilidade dos ingredientes.
Café da manhã, almoço e café da tarde
Uma das principais novidades da mudança está na ampliação das ocasiões de consumo.
O Petí não funciona apenas como destino para um almoço elaborado. O restaurante também recebe quem deseja fazer uma pausa durante o passeio no Ibirapuera.
A proposta inclui café da manhã e opções mais rápidas ao longo do dia, além do serviço de almoço.
Essa configuração permite que o público conheça o espaço em diferentes momentos, sem necessariamente fazer uma refeição completa.
Para um restaurante tradicionalmente reconhecido por menus autorais, a diversificação representa uma oportunidade de alcançar novos consumidores.
Gastronomia e arte no mesmo espaço
O novo endereço aproxima duas experiências que sempre estiveram presentes na identidade do Petí.
A cozinha autoral trabalha com referências, interpretações e composições, elementos também encontrados na produção artística.
Dentro do MAM, essa relação ganha uma dimensão ainda mais evidente.
O restaurante passou a ocupar um espaço integrado à rotina cultural do parque e à programação do museu. A proposta de desenvolver preparações inspiradas em exposições reforça o potencial dessa conexão.
O resultado é uma experiência que pode começar com uma visita ao museu, continuar com um almoço e terminar com um café, reunindo diferentes formas de aproveitar o espaço.
O que mudou na proposta comercial do Petí?
A mudança para o Ibirapuera exigiu uma operação maior.
Além do aumento da capacidade de atendimento, o projeto envolveu investimento em estrutura, ambientação e adaptação da cozinha.
A imprensa especializada informou, na época da inauguração, que a reforma recebeu investimento próximo de R$ 2 milhões.
O reposicionamento também trouxe mudanças de preços e no formato do serviço, com maior presença de opções à la carte.
Para o mercado de foodservice, a transformação é interessante porque demonstra como uma marca gastronômica pode crescer sem abandonar sua identidade criativa.
O desafio está em equilibrar a experiência autoral, o aumento de escala e a diversidade de consumidores.
Onde fica o Petí no MAM?
O restaurante funciona dentro do Museu de Arte Moderna de São Paulo, no Parque Ibirapuera.
Endereço: Avenida Pedro Álvares Cabral, s/nº, MAM, Parque Ibirapuera, São Paulo.
Funcionamento: terça-feira a domingo, das 10h às 18h.
Almoço: das 12h às 16h.
Segunda-feira: fechado.
O acesso ao restaurante é independente da visita às exposições do museu.
Para quem chega de carro, a orientação é utilizar o Portão 3. A pé, o Portão 2 é o acesso indicado.
Análise MoodFood: o restaurante como experiência cultural
A chegada do Petí ao MAM reforça um movimento relevante no mercado gastronômico: restaurantes podem participar da identidade cultural de um destino.
Mais do que oferecer refeições, esses espaços criam oportunidades de convivência, descoberta e relacionamento com o público.
No caso do Petí, a gastronomia autoral encontra um ambiente que favorece a experimentação e o contato com a arte.
A mudança também amplia o alcance de uma marca que construiu sua reputação em um espaço pequeno e de acesso pouco convencional.
Agora, no Ibirapuera, o restaurante pode apresentar sua cozinha a um público mais amplo, sem perder a relação entre criatividade e alimentação que marcou sua trajetória.
Matéria originalmente publicada em 11 de setembro de 2026. Atualizada em 3 de novembro de 2026.
Fontes: Acervo MoodFood; Petí Restaurante; Museu de Arte Moderna de São Paulo; Folha de S.Paulo.

